Entre o controle e a entrega: o cérebro ansioso e o paradoxo da segurança
- Antonio Chaves
- 17 de nov.
- 1 min de leitura

A ansiedade é o reflexo da tentativa do cérebro de manter o controle sobre o imprevisível. Ela nasce da necessidade de prever ameaças e garantir segurança — um mecanismo útil, mas que pode se tornar disfuncional quando o medo se instala como hábito.
O cérebro ansioso ativa constantemente a amígdala e o córtex pré-frontal, áreas responsáveis por detectar perigo e elaborar respostas rápidas. Essa hiperatividade mantém o corpo em estado de alerta, elevando o ritmo cardíaco, a tensão muscular e os níveis de adrenalina. Com o tempo, essa vigilância permanente desgasta o sistema nervoso e dificulta o relaxamento.
O paradoxo é que quanto mais tentamos controlar tudo, mais nos afastamos da verdadeira sensação de segurança. A entrega — ou seja, a confiança no presente e na própria capacidade de lidar com o inesperado — é o antídoto para a ansiedade crônica.
Técnicas como respiração consciente, mindfulness e psicoterapia ajudam o cérebro a reconfigurar seus padrões de medo, ensinando-o a tolerar a incerteza. A serenidade nasce quando aceitamos que o controle é limitado, mas a confiança é uma escolha.
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