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Saúde Mental no Trabalho em 2026: Além do Burnout

  • Antonio Chaves
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
saúde mental

Você trabalha de casa. Horários flexíveis, sem deslocamento. Parece ideal. Mas você nunca desliga. E-mails às 22h. Reuniões no sábado. Sempre disponível. E você está exausto. Bem-vindo ao burnout silencioso da era do trabalho remoto.

 

Em 2026, saúde mental no trabalho não é mais tabu. Empresas falam de bem-estar, oferecem apps de meditação, promovem dias de saúde mental. Mas, por baixo da superfície, muitas pessoas ainda sofrem. E novos fenômenos surgem: quiet quitting, burnout parental de trabalhadores remotos, solidão digital.

 

Burnout Silencioso: Quando Não Há Colapso Dramático

 

Burnout clássico é visível: colapso, afastamento, hospitalização. Burnout silencioso é insidioso: você continua funcionando, mas por dentro está vazio. Vai aos movimentos, mas sem energia, sem sentido, sem alegria. É exaustão crônica disfarçada de produtividade.

 

Trabalho remoto amplifica isso. Não há separação física entre trabalho e casa. Jornadas se estendem. E porque você está em casa, sente culpa de parar.

 

Quiet Quitting: Quando Fazer Apenas o Necessário É Ato de Resistência

 

Quiet quitting — fazer apenas o que está no seu contrato, sem horas extras, sem ir além — ganhou popularidade entre jovens trabalhadores. Não é preguiça. É estabelecimento de limites. É recusa de cultura que exige dedicação total em troca de salários inadequados e promessas vazias.

 

Organizações que veem quiet quitting como problema estão olhando errado. O problema é cultura que esgota pessoas.

 

O Que Empresas Podem Fazer? Além de Apps de Meditação

 

Direito real à desconexão (não apenas no papel). Cargas de trabalho realistas. Gestores treinados em saúde mental. Licenças médicas sem estigma. Flexibilidade genuína. E, crucialmente: salários justos e segurança de emprego.

 

Conclusão: Bem-Estar Não É Benefício — É Direito

 

Saúde mental no trabalho não melhora com yoga empresarial ou dia de folga ocasional. Melhora com mudanças estruturais: respeito, dignidade, remuneração justa, limites claros. Trabalhadores não são recursos a serem extraídos — são pessoas que merecem viver, não apenas sobreviver.

 

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