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Memória afetiva: como emoções moldam nossas lembranças

  • Antonio Chaves
  • 16 de out.
  • 2 min de leitura
memória afetiva

Você já sentiu um cheiro que imediatamente trouxe à mente uma lembrança de infância? Ou ouviu uma música que o transportou para um momento específico do passado? Esses fenômenos são exemplos da memória afetiva, um processo fascinante em que emoções e experiências se entrelaçam para formar as lembranças mais vívidas e duradouras da nossa vida.

 

Diferente da memória racional, que armazena informações e dados, a memória afetiva é construída por emoções. Ela está profundamente ligada ao sistema límbico — especialmente à amígdala e ao hipocampo — regiões do cérebro responsáveis por regular sentimentos e consolidar memórias. Quando vivemos algo carregado de emoção, seja positivo ou negativo, o cérebro registra com mais intensidade, fortalecendo as conexões neurais associadas àquele momento.

 

A neurociência explica que isso ocorre porque, durante experiências emocionais, o corpo libera hormônios como adrenalina e cortisol, que aumentam a atenção e a retenção de informações. Essa resposta biológica tinha um papel evolutivo: lembrar situações perigosas era essencial para a sobrevivência. Hoje, esse mesmo mecanismo faz com que lembranças ligadas a alegria, medo ou tristeza permaneçam marcadas por décadas.

 

Do ponto de vista psicológico, a memória afetiva também influencia como interpretamos o presente. Situações atuais podem despertar emoções antigas sem que percebamos, moldando nossos comportamentos e reações. Por exemplo, uma pessoa que associou rejeição a experiências dolorosas pode sentir ansiedade em relacionamentos, mesmo sem uma razão aparente.

 

Mas a boa notícia é que o cérebro também pode ressignificar essas lembranças. A psicoterapia é uma ferramenta poderosa nesse processo, pois permite revisitar memórias, compreender os sentimentos que elas carregam e reconstruir narrativas internas. Essa reinterpretação emocional é uma das chaves para o autoconhecimento e para o fortalecimento da saúde mental.

 

Ao mesmo tempo, cultivar memórias positivas é uma forma de proteger o cérebro e o bem-estar emocional. Praticar gratidão, registrar momentos felizes e se permitir sentir emoções boas cria novos registros afetivos, que equilibram as experiências negativas do passado.

 

A memória afetiva é a ponte entre quem fomos e quem somos. Compreendê-la é aprender a usar o poder das emoções não para reviver dores, mas para transformar lembranças em ferramentas de crescimento e resiliência.

 

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