O efeito Outubro Rosa: saúde mental e o impacto psicológico do câncer de mama
- Antonio Chaves
- 16 de out.
- 2 min de leitura

O Outubro Rosa é um movimento mundial de conscientização sobre o câncer de mama — e, embora o foco principal seja a prevenção e o diagnóstico precoce, há um aspecto igualmente essencial que muitas vezes recebe menos atenção: o impacto psicológico do câncer. A doença não afeta apenas o corpo, mas também a mente, as emoções e as relações de quem a enfrenta.
Receber um diagnóstico de câncer de mama é um evento profundamente transformador. Envolve medo, incerteza e uma ruptura na percepção de controle sobre a própria vida. A autoestima pode ser abalada por mudanças físicas decorrentes do tratamento, como a queda de cabelo ou a mastectomia, mas o impacto emocional vai além do espelho: ele toca o sentimento de identidade e feminilidade de muitas mulheres.
Estudos em psico-oncologia indicam que o acompanhamento psicológico durante o tratamento melhora significativamente a adesão médica e a qualidade de vida. A terapia auxilia na expressão de emoções reprimidas, no enfrentamento da dor e no fortalecimento da rede de apoio. Além disso, ajuda a reconstruir a imagem corporal e a ressignificar a relação com o próprio corpo.
Outro ponto crucial é o papel das relações sociais. O apoio da família, amigos e grupos terapêuticos pode funcionar como uma âncora emocional, ajudando a paciente a lidar com as oscilações de humor, a ansiedade e o medo da recorrência da doença. O acolhimento e a escuta empática são elementos que reduzem o isolamento emocional e promovem resiliência.
Cuidar da mente é também uma forma de fortalecer o corpo. O autocuidado, a espiritualidade e a aceitação emocional têm efeitos diretos sobre o sistema imunológico, regulando hormônios do estresse e auxiliando na recuperação. O Outubro Rosa é, portanto, mais do que uma campanha sobre exames e prevenção — é um lembrete de que saúde mental e física são inseparáveis.
A luta contra o câncer de mama é também um exercício de coragem, esperança e amor-próprio. Falar sobre o emocional é parte do tratamento, e buscar apoio psicológico é um gesto de força, não de fraqueza.
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