O cansaço da empatia: quando o cuidar começa a adoecer
- Antonio Chaves
- 17 de nov.
- 1 min de leitura

Cuidar do outro é um ato de amor. No entanto, quando a empatia ultrapassa os limites da autocompaixão, ela pode se transformar em esgotamento emocional. O chamado “cansaço da empatia” é uma forma silenciosa de exaustão, comum entre profissionais da saúde, terapeutas, professores e familiares de pessoas que demandam cuidados intensos.
A neurociência explica que esse fenômeno surge quando as áreas do cérebro ligadas à empatia — como o córtex pré-frontal e a ínsula — permanecem ativadas por tempo prolongado. Esse estado constante de alerta e identificação com a dor do outro eleva os níveis de cortisol e reduz a capacidade de autorregulação emocional.Aos poucos, o indivíduo sente-se drenado, com dificuldade de se conectar consigo mesmo, experimentando fadiga, irritabilidade e até sintomas depressivos. Aprender a reconhecer esses sinais é essencial para evitar o colapso emocional.
Práticas como mindfulness, pausas conscientes, apoio terapêutico e redefinição de limites ajudam a restaurar o equilíbrio. Cuidar do outro é importante, mas cuidar de si é essencial para que o cuidado continue sendo genuíno e sustentável.
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